"Tem coisas que se vão para nunca mais voltar,
deixa uma dor no peito sem igual.
Dói...
E a cada dia que passa fica mais distante."
"A saudade é algo que invade meu ser e faz nascer lágrimas. É um sentimento que faz doer. A saudade é uma emoção chata de se sentir, mas gostosa porque é sentindo ela, que descobrimos as pessoas que realmente gostamos, e que fazem parte da nossa vida.
Faz doer, porque é como deixar um pedacinho de seu existir distante.
Quando vêem as lágrimas, é como uma declaração do coração, dizendo o quanto você quer aquele alguém pertinho de você.
A saudade é como um desafio, que desafia nossos sentimentos."
Não sinto saudade do que ainda não tive, ou do que tenho. Sinto saudade de outrora...
E quando o vento passa... e quando a fina garoa toca meu rosto... e quando a brisa passa por mim...
A dor que deveras sente...
Caminho por entre pessoas e se sinto um perfume parecido me pego procurando, e quando me dou conta de que não vou encontrar... dói.
Os dias passam e com essas horas minha esperança. Porque uma vez me disseram que o amor precisa ser cuidado, pois, se isso não acontecer, ele se tranforma.
Não sei em que momento isso vai acontecer, ou se essa transformação já começou...
Quero poder respirar e sentir o ar dentro de mim. Quero poder estar onde quiser.
De um tudo sentiremos saudade.
Mas de repente e não mais que de repente, percebo que ainda ha vida, e ha amor, e ha uma força tamanha que quer se ver livre... que quer amar, que quer sorrir, que quer ser Feliz.
E me vejo em uma estrada onde ha duas direções a seguir... E então estou sentada obsevando as pessoas que passam, e algumas nem param para decidir para onde vão, seguem por uma e nem olham para trás, outras, param por algum momento e na duvida acompanham alguem que vai passando. E todas elas se vão. E eu continuo sentada olhando os dois caminhos, sem saber o que tem em cada um deles.
Olho para trás, e não tem como voltar. Não tem como escolher novamente. O tempo passa por mim e para por um breve segundo e me pergunta o que faço ali sentada vendo ele passar, e eu não sei o que responder. Choro. E vejo mais uma vez o tempo passar.
E mais e mais pessoas passam. Algumas chegam a parar um instante, são gentis, falam comigo, querem me levar com elas. Mas eu olho para as minhas bagagens, são muitas.
Tenho coisas que nem uso mais, muitas coisas. E as que não uso são as mais pesadas. Mas que carrego comigo por medo de um dia alguem me perguntar e eu ter que dizer que não tenho mais.
Mas estão pesadas agora. E não tem ninguem que queira levar, e não seria justo também, pois são minhas coisas.
E as pessoas sempre vão embora. Algumas alegres, outras tristes. Mas sempre partem.
Ouço a música... e quero seguir, mas não sei de qual das duas direções ela vem.
Tenho que escolher. Um dia vou ter que fazer isso. E penso se o não fizer posso terminar sentada com meu monte de coisas. Só.
Os caminhos são tão bonitos. As pessoas que passam parecem ser tão sábias, pois escolhem tão facilmente.
Dói pensar que um dia fui igual a essas pessoas.
Ou será que nunca fui?
Levando e sinto-me confusa. Não sei mais o porque estou ali. Ou o que tenho que fazer.
E de repente não estou mais lá sentada, estou num corredor com muitas portas, e eu tenho que escolher uma. E escuto uma voz que diz que posso escolher qualquer uma das portas, ou posso voltar a ter apenas duas escolhas.
Choro.
E a voz continua comigo. Me dá conselhos, me ajuda, e me conforta. Não sei de quem é a voz, e nem imagino de quem poderia ser. Mas me sinto melhor por ter mais alguma coisa comigo.
E agora tenho mais uma escolha.... posso escolher ter escolhas, ou ficar entre duas apenas.
E não sei o que há depois de nada...
Sinto que não consigo respirar normalmente, e alguem diz que é o coração.
- Esta tendo uma parada cardiaca. Diz alguem.
E eu não vejo mais. Não sei mais onde estou.
Mas a saudade ainda levo comigo.
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