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segunda-feira, 23 de junho de 2008

Viver é deixar viver

Ouço o vento passar
Lembro das palavras
de palavras ditas
de palavras escritas
Do alto observo todos
Parecem tão pequenos aos meus pés
E derrepente sou eu lá
No meio da multidão
Como pode entender o que eu penso
Pensas como eu?
Nada é como parece
Nada é o que é para ser
O que se leva da vida
Se a vida que leva
E nada mais importa
Só em meio a multidão
Todos gritam seus medos e dores
E eu apenas observo de camarote a destruição
Cada qual destruindo mais do que realmente construiu
Podes até não me entender agora
Mas o que há pra dizer?
Que posso eu dizer se esta confusão de sons e sentidos me atormenta
E longe esta o que eu acho que quero
Ou mesmo nem quero mais
Já nem sei como andam as coisas na rua da minha casa
As ruas estão confusas
Como chegar já não sei mais
Mas encontro uma mão quando acho que nada mais acontece
Não tenho mais espaços para coisas novas
Pois guardei com o tempo muitas coisas
e que hoje não deixam mais nada entrar
Toma conta de todos os comodos
cada lugar já esta reservado a um passado
E cada dia mais inultil
Só que ainda não sei como me livrar
Coisas que se vão
Os muros que vejo caindo a minha frente
Barreiras e mais barreiras
Não esta morto apenas aquele que não respira mais
Mas todos aqueles que deixaram de viver

"Todo mundo é parecido quando sente dor"

Muito prazer
talvez possa nada entender
Muito prazer
me apresento
Muito prazer em conhece-lo

*especial para MRS

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